segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Nota Informativa nº 7 - A perda de poder de compra vai continuar em 2009

Os sindicatos da Função Pública, reunidos na Cimeira realizada em Lisboa no passado dia 24 de Outubro de 2008, mostraram-se profundamente desagradados com a proposta de aumento salarial de 2,9 por cento para 2009, anunciada pelo Governo.
Embora esta proposta seja superior ao valor estimado para a taxa de inflação, os Sindicatos da Administração Pública acusam o ministro de ter faltado à sua promessa de fazer reflectir nesta proposta de aumento salarial o aumento da perda de poder de compra das famílias ao longo do ano de 2008.
Os pressupostos da tese de que os trabalhadores da administração central e local irão receber o “maior aumento dos últimos anos” são falaciosos e profundamente demagógicos, nomeadamente porque:
- Os indicadores escolhidos para calcular actualmente a taxa de inflação, estão desactualizados e desfazados da realidade, não representando já o efectivo custo dos bens de primeira necessidade. Por exemplo, os encargos com a habitação, fonte de endividamento crescente das famílias, não são considerados no mesmo patamar de outras despesas, assim como a globalidade das despesas com a saúde, que em 2008 aumentaram muito acima da taxa “oficial” da inflação;
- O valor dos aumentos de 2,9 %, na realidade é inferior, uma vez que sobre a massa salarial anterior, foi-se suprimindo desde 2005, o congelamento na progressão automática dos escalões;
- De acordo com a actual proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo, qualquer trabalhador por conta de outrem que seja aumentado mais de 2,5 %, sobe automaticamente de escalão no IRS. Ou seja, uma grande parte do que o estado poderá vir a gastar com estes aumentos, arrecada imediatamente a seguir como receita fiscal;
- Embora o PM e o Ministro das Finanças se esforcem por fazer crer o contrário, nenhum comentador ou economista, tendo em conta a nossa excessiva dependência externa, acredita que a inflação se fique nos 2,5 %. Seria a primeira vez, em muitos anos, que se cumpria a taxa de inflação estimada;
- Na actual conjuntura, prever-se uma taxa de crescimento económico (e é isto que permite aumentar o consumo, o emprego e o valor dos salários) de 0,6 % é pura fantasia. Os especialistas económicos apresentam como visão mais optimista uma taxa de 0,2 ou, na melhor das hipóteses 0,3 %. Como os cálculos do Governo foram feitos para agradar ao “zé povinho”, isto significará uma inflação muito superior ao previsto; uma redução das exportações, principalmente para Espanha, o nosso maior importador, e um desequilíbrio da balança de transacções, que provocarão um aumento do défice público, que dificilmente será controlado este ano. A menos que se reduzam ainda mais o valor das prestações sociais às famílias.
Até os Sindicatos da UGT, normalmente tão “solícitos, colaborantes e compreensivos” com as razões do Governo, ficaram desiludidos, vindo agora reconhecer, pela voz do STE de que, “O Senhor ministro justificou a não atribuição de aumentos intercalares durante o ano de 2008 com a promessa de que este aumento seria tido em conta no cálculo da proposta para 2009, o que não se verificou”. Só nos anos de 2006, 2007 e 2008, o diferencial entre os aumentos e a inflação representaram 5,1 % de perda de poder de compra dos trabalhadores da administração local.
Assim, o STAL considera que a taxa de crescimento e os aumentos salariais propostos para 2009 são fantasiosos e voltam a representar mais perda de poder de compra para os trabalhadores do sector. Face à presente crise financeira, enquanto outros países da Europa “afrouxam o cinto”, este Partido dito Socialista, mantém a obsessão pelo défice das contas públicas, o que representará neste quadro macroeconómico, ainda maior contenção salarial e sacrifícios exigidos aos trabalhadores.
Perante este cenário, os Sindicatos da F.C. da Administração Pública convocaram uma grande manifestação de protesto e luta em Lisboa, para o próximo dia 21 de NOVEMBRO.
Só a Luta de todos os trabalhadores, organizados em torno dos seus Sindicatos de classe, permitirão afirmar o nosso descontentamento e contrariar a política anti-social do actual Governo.

A Direcção Regional STAL Évora

domingo, 26 de outubro de 2008

1ª Conferência Nacional do STAL

No próximo dia 31 de Outubro, irá realizar-se em Montemor-o-Novo a “1ª Conferência Nacional do Stal. Trata-se da mais importante iniciativa do nosso sindicato com o objectivo de analisar a capacidade e organização sindical e discutir as perspectivas de trabalho e de luta, face às alterações legislativas que pretendem destruir as carreiras dos trabalhadores da administração local.

Horário da Conferência:
09.30H-10.00H
– Recepção de Delegados e Convidados
10.00H-11.00H
– Sessão de Abertura
11.00H-13.00H
14.45H-18.30H
– Trabalhos da Conferência
18.30H-20.00H
– Sessão de Encerramento



quarta-feira, 22 de outubro de 2008

I Encontro Nacional da Água - Campanha “Água é de todos, não o negócio de alguns”


A luta contra o modelo de privatização da captação, gestão e distribuição de água, assume-se como o grande objectivo da campanha “Água é de todos, não o negócio de alguns” que envolve activamente cerca de quarenta e duas organizações e conta com 20 mil subscritores do abaixo-assinado que em 22 Março do próximo ano, Dia Mundial da Água, se pretende entregar ao Governo e à Assembleia da República.
A actual estratégia promovida pelo Governo em transformar um bem público, de acesso assegurado a todas as pessoas, independentemente da sua condição social e local onde habitam, num bem mercantilizado, contraria o principio de gestão pública, igual e participada. O condicionamento democrático e precarizante que daí advém têm mobilizado diversos movimentos de utentes de serviços públicos, sindicatos, associações e cidadãos na luta por um direito universal, cuja responsabilidade pública é inalienável.
Com o objectivo de apresentar a campanha “Água é de todos, não o negócio de alguns” e promover o debate, a troca de contactos e experiências, realizou-se no passado dia 18 de Outubro, no Museu da Água em Lisboa, o I Encontro Nacional da Água.
Daí resultou o reforço e compromisso em alargar o movimento a toda a sociedade portuguesa, mediante a aprovação de um manifesto que reafirma o firme empenhamento em prosseguir os princípios e objectivos da campanha, nomeadamente “o desenvolvimento de acções em defesa da água pública e a sua disponibilidade para trabalhar com outros movimentos que lutam contra a privatização da água e serviços públicos essenciais, convictos de que este é o caminho para a construção de uma sociedade mais justa, progressista e solidária”.
Definiu-se ainda na prossecução do trabalho desenvolvido, a realização de diversas iniciativas de rua, debates e exposições, que sensibilizem e mobilizem mais cidadãos para a defesa da água pública, de acesso livre e democrático, com base num modelo sustentável, responsável e de qualidade.

Consulta toda a informação:www.aguadetodos.com

Assina petição aqui

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Tribuna Pública em Évora pelo Trabalho Digno


O STAL através da CGTP-IN, decidiu associar-se à jornada mundial pelo ”trabalho digno” convocada pela CSI e apoiada pela OIT.
A nossa participação tem como referência a realidade sócio-laboral que vivemos, o conceito de “trabalho digno” que defendemos e os objectivos porque lutamos.
Para o dia 08 de Outubro estão agendadas as seguintes acções:

• Das 10.00 ás 12.00H, no Praça do Giraldo em Évora irá realizar-se uma Tribuna Pública sobre o Trabalho Digno;
• Das 14.00 ás 17.00H, na SOIR Joaquim António de Aguiar, irá decorrer um Encontro de Quadros Sindicais do Alentejo;

Ambas as iniciativas são de âmbito regional, participando por isso as estruturas sindicais de Beja, Évora e Portalegre.

Participa!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Dados adesão à Greve Nacional no Distrito de Évora

Consulta aqui os dados relativos à adesão dos trabalhadores da Administração Local à Greve Nacional de 1 de Outubro no distrito de Évora.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

1 de Outubro em Montemor - Greve e Concentração mostram descontentamento




Promovido pela CGTP-IN, teve lugar na passada quarta-feira, dia 1 de Outubro, mais um Dia Nacional de Luta. Por melhores salários, emprego sem precariedade, contra esta revisão da legislação laboral, realizaram-se greves, paralisações, plenários, concentrações e deslocações, por todo o país.
Desta grande jornada de luta, de que se destacam as greves nacionais da Função Pública, da Administração Local e dos Enfermeiros, só se pode concluir que o povo não está a baixar os braços, não se resigna, vai à luta e acredita que é possível viver melhor e praticarem-se políticas onde se valorize o papel dos trabalhadores no desenvolvimento e transformação da sociedade. A vida não está fácil. São impostos demasiados e pesados sacrifícios aos trabalhadores e à maioria das famílias. Tal deve-se às políticas seguidas pelo Governo e às práticas patronais dominantes. Por isso, foi importante a resposta dada e os milhares e milhares de portugueses que aderiram a esta jornada de luta.

Em Montemor-o-Novo, 99% dos trabalhadores da Câmara Municipal aderiram à greve. Percentagem que significa que a esmagadora maioria (99%) dos serviços da autarquia estiveram encerrados. Nenhuma Junta de Freguesia, pelo que se apurou, esteve a funcionar. Em relação à Função Pública há que destacar que a Escola Secundária encerrou portas a partir das 10h00, facto possível porque mais de metade dos funcionários fizeram greve, não possibilitando o funcionamento da cantina e bar.

Outra iniciativa, que teve igualmente saldo positivo, foi a realização, pelas 15h30, de uma Concentração de Trabalhadores, no Largo Calouste Gulbenkian, junto à Avenida Gago Coutinho. Perante cerca de 150 pessoas, alguns membros da Comissão Sindical dos Trabalhadores do Município intervieram, tal como uma representante do Sindicato da Função Pública. Após as intervenções, reflexões, distribuição de documentos, os participantes na iniciativa fizeram uma marcha por algumas ruas do Centro Histórico de Montemor.

A Comissão Sindical de Montemor-o-Novo

Dia Nacional de Luta, 1 de Outubro




Acção de contacto e esclarecimento na Zona dos Mármores (Borba, Vila Viçosa, Alandroal e Estremoz)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Jornada de Luta, 1 de Outubro



Paços do Concelho - Évora


Administração Local com mais de 76 % de adesão no distrito de Évora

Na Greve Nacional do dia 1 de Outubro - dia nacional de luta que também assinalou o 38º aniversário da CGTP-IN, os dados de adesão à Greve dos trabalhadores da Administração Local no distrito de Évora, confirmam uma grande adesão dos trabalhadores do sector e uma forte consciência da necessidade de defesa dos seus interesses de classe.
A expressão desta adesão ao "Dia Nacional de Luta" dos trabalhadores das autarquias e empresas municipais no distrito de Évora, reflectem ainda o seu protesto e profundo descontentamento face à política anti-social do actual Governo, com um ataque sem precedentes aos direitos dos trabalhadores do sector e à qualidade dos serviços públicos.
Os sectores da recolha do lixo, jardins, saneamento, oficinas, águas, gabinetes técnicos, refeitórios escolares e atendimento foram, os mais fortemente afectados por esta paralisação, constatando-se também o encerramento de diversos serviços e instalações em todo o distrito. Assim, estiveram encerrados ao longo do dia os serviços de recolha do lixo, higiene e limpeza dos Municípios de Arraiolos, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Portel, Redondo, Vendas Novas e Viana do Alentejo. Estiveram ainda encerradas as instalações da Associação de Municípios do distrito de Évora, dos edifícios dos Paços do Concelho de Montemor-o-Novo, Mora, Arraiolos, Redondo, Vendas Novas e Vila Viçosa, de Mercados Municipais, do Jardim Público de Évora, bem como de inúmeras Piscinas Municipais. Também muitas dezenas de Juntas de Freguesia no distrito tiveram as suas instalações encerradas, incluindo algumas das maiores da cidade de Évora, como sejam a J.F. da Senhora da Saúde, da Malagueira, do Bacelo, Boa-Fé e Torre de Coelheiros. Nos concelhos de Montemor-o-Novo, Vendas Novas e Mora nenhuma Junta de Freguesia abriu as suas portas. Também estiveram encerrados várias dezenas de refeitórios escolares, sobretudo ao nível do 1º Ciclo.
Em termos globais, verificaram-se as maiores taxas de adesão nas Câmaras Municipais de Montemor-o-Novo (98,5 %); Arraiolos (98,2 %); Vendas Novas (97,8 %); Mora (97,5 %); Redondo (95 %); Portel (94 %); Borba e Viana do Alentejo (86 %) e Évora (81 %).

Actualizado 06 de Outubro