quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Erro do SIADAP

Caro Director

"Li com atenção a "Nota do Dia" da edição de 22 de Novembro de 2010 e subscrevo inteiramente a opinião de que o SIA- DAP - Sistema de Avaliação da Administração Pública constitui "um dos maiores erros da Administração Pública dando origem a milhares de injustiças que se traduzem em desinteresse e em prejuízo do Estado" e de que "A fórmula usada tem todo o cariz de corrupção política e facilita a prática do amiguismo e do proteccionismo às girls e boys ali introduzidas".
Comungo igualmente da opinião de que este sistema provoca desinteresse pelos serviços com reflexos na relação com o público e revolta na maioria dos avaliados.
Aliás, acrescentaria ainda que o objectivo único deste Sistema foi impedir os trabalhadores de progredirem na sua carreira, de reprimir aqueles que não abanam a cabeça permanentemente para singrar e premiar os mais dóceis. O Siadap é mesmo para este Governo, a pedra angular necessária em que posteriormente vão assentar a Lei dos Vínculos e Carreiras e o novo Regime em Funções Públicas.
A finalidade desta Avaliação nunca foi a que verdadeiramente possui interesse público: avaliar correctamente e melhorar o funcionamento dos serviços. Se assim fosse, ter-se-ia igualmente implementado as restantes duas componentes do SIADAP: a avaliação dos Dirigentes e a avaliação do funcionamento da organização ou entidade.
Desde 2004, esta parte "não interessava" e continua a não interessar pô-la em prática pois apenas em 2011 terá lugar um primeiro e pequeno simulacro destas duas componentes. Como se fosse mais fácil avaliar 1.000 trabalhadores com funções e categorias profissionais distintas, do que 15 chefias ou 1 entidade.

Porém, gostaria igualmente de referir que discordo profundamente quando afirma que "a oposição e os Sindicatos ficaram calados". A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública antes mesmo da entrada em vigor da Lei manifestou o seu repúdio por a mesma constituir uma forma de dividir e penalizar os trabalhadores sem qualquer outra contrapartida positiva para os cidadãos e contribuintes, combate que ainda hoje mantém com resoluções constantes exigindo a suspensão deste modelo.
Houve efectivamente Sindicatos que não só ficaram calados como assinaram mesmo actas de concordância com o Governo sobre o SIADAP, como se pode consultar na página electrónica de Sindicatos como o SINTAP e da FESAP da UGT.

O STAL - Sindicato da Administração Local, maior sindicato nacional,-filiado na CGTP, tem aprovadas várias Resoluções referindo as incongruências do modelo e exigindo a sua suspensão, de que é exemplo a Resolução aprovada em Évora em 15 de Dezembro de 2009 pela estrutura regional e enviada a esse jornal com pedido de publicação, onde se pode ler: "... verifica-se que a aplicação do sistema de avaliação de desempenho, confirma os piores receios desde sempre manifestados pelo STAL, pois é um sistema pouco transparente e autoritário; discricionário (apenas conta a opinião de quem avalia); anti-social, na medida em que promove a desconfiança, quebra os laços de companheirismo, cooperação entre trabalhadores e entre serviços e estimula o "lambe-botismo", com normas estimuladoras do compadrio, prejudicial ao exercício do serviço público e à qualidade do serviço prestado às populações. É repressivo, porque através da sua aplicação, pretende congelar as carreiras e impedir os trabalhadores de terem acesso a uma justa progressão na mesma e à tão necessária valorização salarial.
A avaliação está exclusivamente dependente das arbitrariedades e da absoluta discricionariedade dos dirigentes e das administrações municipais, não conduzindo à melhoria dos serviços e ao aperfeiçoamento do desempenho profissional, antes provocando um ambiente de "mau estar" e de suspeição permanente entre trabalhadores".
Feito este pequeno reparo, solicito a publicação da presente opinião certo de que comungará destas nossas preocupações e da convicção de que é possível e desejável termos uma administração pública transparente, isenta, ao serviço das populações e não ao serviço de quem a gere momentaneamente, através do voto.

José Correia - Coordenador Regional de Évora e membro do Secretariado Nacional do STAL

Artigo publicado no Diário do Sul, 24-11-2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Greve Geral de 24 de Novembro

Instalações totalmente encerradas no distrito de Évora.

Estamos na presença da maior greve de sempre no distrito.

Consulte aqui!

Greve Geral - Grande Adesão Confirmada no distrito de Évora

Ao início da manhã a Greve Geral faz-se sentir na generalidade das autarquias do distrito, confirmando as expectativas de uma grande adesão que os dados da noite já haviam indiciado e paralisando fortemente a recolha de lixo, varredura, aterros sanitários, transportes escolares municipais, sectores operário e auxiliar, edifícios dos paços do concelho, bibliotecas, jardins, escolas e jardins-de-infância.

A recolha de lixo e a varredura pública ficaram praticamente paralizadas em todo o distrito, tendo saído apenas 2 carros de recolha nas 14 autarquias do distrito. Verificaram-se ainda o encerramento de grande parte dos edifícios dos paços do concelho, sector operário com 95 % de adesão e a esmagadora maioria dos estabelecimentos escolares do 1º, 2º e 3º Ciclos e Pré-Escolares igualmente encerrados.

Confirma-se assim plenamente a grande adesão dos trabalhadores do sector da administração local a esta jornada de Luta, em defesa da dignidade e condições de vida dos trabalhadores, repudiando veementemente as políticas anti-sociais, injustas e insensíveis com que este Governo penaliza os trabalhadores e afunda o País.

Ao final da manhã, registavam-se os seguintes níveis de adesão das instalações, estabelecimentos e empresas do poder local, por concelho:

CONCELHO ADESÃO %

Alandroal 87

Redondo 96

Arraiolos 98

Reguengos
Monsaraz 39

Borba 87

Vendas Novas 100

Estremoz 50

Viana Alentejo 92

Évora 90

Vila Viçosa 71

Montemor-o-Novo 99

Escolas EB1,2,3 e Pré-Esc. 86

Mora 100

SITEE 100

Mourão 12

GESAMB 88

Portel 89

FLUVIÁRIO DE MORA 100

Évora, 2010/11/24
12,30 horas

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sítio on-line de apoio à Greve Geral

Segue a par e passo todas as informações, consulta todos os documentos, vê todas as noticias relacionadas com a grande Greve Geral de 24 de Novembro, no sitio disponibilizado on-line pela CGTP.

www.grevegeral.net

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Horários dos Autocarros - Manifestação Frente Comum Sindicatos da Admnistração Pública - 06 de Novembro, Lisboa

HORÁRIOS DOS AUTOCARROS

ALANDROAL
10,00 h. - ALANDROAL (Terminal Rodoviário)

ARRAIOLOS
12,30 h. - ARRAIOLOS (Multiusos, junto ao Estaleiro Municipal)

BORBA
10,30 h. - BORBA (frente à Câmara Municipal)

ESTREMOZ
11,00 h. - ESTREMOZ (junto aos Bombeiros Voluntários)

ÉVORA
11,00 h. – ÉVORA (Rossio, junto ao Hotel D. Fernando)

MONTEMOR-O-NOVO
12,30 h. - MONTEMOR (Cine-Teatro “Curvo Semedo”)

MORA
12,00 h. - MORA (frente à Câmara Municipal)

PORTEL
10,00 h. - PORTEL (Terminal Rodoviário)

REDONDO
10,30 h. - REDONDO (Estaleiros Municipais)

VENDAS NOVAS
13,00 h. - VENDAS NOVAS (frente às Piscinas Municipais)

VIANA DO ALENTEJO
10,30 h. - VIANA (Estaleiros Municipais)

VILA VIÇOSA
10,15 h. - VILA VIÇOSA (junto à Cantina Escolar)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Manifestação Nacional da Frente Comum - 6 de Novembro


No próximo dia 6 de Novembro pelas 15H participa na Manifestação Nacional da Administração Pública em Lisboa (Concentração junto ao Marquês de Pombal)
Faz eco da indignação e da revolta que sentes. Dá mais força à luta de todos nós!
É preciso aumentar a luta contra a política injusta e imoral do Governo PS/Sócrates, tendo como pano de fundo a Greve Geral de 24 de Novembro mas desde já na construção daquela que será uma poderosa manifestação de protesto e de revolta dos trabalhadores da Administração Pública – a Manifestação Nacional do próximo dia 6 De Novembro!

A solução para os problemas do país não passa pelo aumento da exploração, do desemprego e da degradação do poder de compra dos trabalhadores, antes deve incidir em medidas que valorizem os salários, promovam o emprego, a produção e os serviços públicos!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tempo de Antena Rádio - Greve Geral, 24 de Novembro


Para descarregar tempo de Antena Rádio - Greve Geral clica aqui

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Plenário da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública


Foi ontem aprovada em plenário uma resolução que visa o aprofundamento da luta, de forma a estancar o brutal agravamento das condições de vida dos trabalhadores e das camadas mais desfavorecidas da população. Perspectivando a sua inversão, exortamos todos os trabalhadores a participarem massivamente e com espírito combativos na Manifestação Nacional de Trabalhadores da Administração Pública no próximo dia 6 de Novembro e na GRANDE Greve Geral, marcada para dia 24 de Novembro.

Consulta a resolução aqui

domingo, 10 de outubro de 2010

Moção de Apoio à Greve Geral de 24 de Novembro

A CGTP lançou no dia 1 de Outubro - Comemoração do 40º Aniversário, o desafio de auscultar os trabalhadores nos locais de trabalho sobre a Greve Geral de 24 de Novembro.
A Comissão Executiva da D.R. do STAL decidiu elaborar uma Moção de apoio à Greve, a ser subscrita pelo maior número possível de trabalhadores nos vários locais de trabalho do distrito.

MOÇÃO DE APOIO À GREVE GERAL 24 DE NOVEMBRO


As medidas anti-crise anunciadas recentemente pelo Governo, mais uma vez, no essencial irão recair quase exclusivamente sobre os trabalhadores, os reformados e a população: redução salarial dos trabalhadores públicos; agravamento do IRS; aumento de 2% no IVA; cortes nas deduções e benefícios fiscais; cortes muito profundos nos abonos de família e no rendimento social de inserção; aumento do desconto para a Caixa Geral de Aposentações; redução nas comparticipações dos medicamentos e nos exames; redução das transferências do Estado para o Ensino; aumento dos passes sociais e de todos os bens de primeira necessidade. Tudo somado e teremos uma redução real dos salários que nalguns casos atingirá mais de 10 % do rendimento disponível.
Estas medidas profundamente injustas e insensíveis às dificuldades das famílias irão atirar o país para a maior recessão de que há memória, com efeitos recessivos imediatos sobre toda a economia. Elas não são inevitáveis como nos querem fazer crer, pois não mexem nos lucros dos grandes grupos económicos e financeiros, nos institutos criados à sombra do aparelho do Estado e não contemplam qualquer investimento para o apoio ao crescimento da economia e do emprego. Há alternativas. Neste caso, não estamos a sair dos problemas, mas a enterrar-nos profundamente neles, pois estamos perante um processo de subordinação à chantagem da banca internacional que a tudo recorre para impor a sua estratégia de acumulação de riqueza à custa dos países.
Os trabalhadores e grande parte do povo português vivem dificuldades crescentes que têm causas e responsáveis, quando é anunciado que nunca como agora os grandes grupos económicos conseguiram acumular tanta riqueza. A uma fase de sacrifícios segue-se outra: primeiro foi o PEC, em Maio o tango dançado em conjunto, resultou no PEC 2 e nas medidas adicionais, com a garantia de que eram novos (velhos) sacrifícios necessários mas mais do que suficientes para fazer face à crise até 2013. Passados apenas 4 meses, dizem-nos que se voltaram a enganar nas contas e que não chega, será que alguma vez chegará ?. O Governo entretanto não se sente responsável por nada do que se tem vindo a passar nestes últimos quase 6 anos.
Os trabalhadores abaixo assinados consideram que só uma forte resposta de luta de toda a população atingida por estas políticas anti-sociais e de desastre pré-anunciado do país, permitirá alterar estas políticas e construir um Portugal mais próspero, pelo que proclamam o seu apoio à convocação de uma grande Greve Geral para o dia 24 de Novembro de 2010.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010